segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cinema

Além de melhor filme e realizador, O Discurso do Rei bateu os adversários noutras duas das categorias mais importantes, como melhor argumento original e actor. Natalie Portman conseguiu o Óscar para melhor actriz, arrebatando assim a sua primeira estatueta dourada à segunda nomeação.

Colin Firth também leva um Óscar para casa. Depois de ter sido batido por Jeff Bridges em 2010, na categoria de melhor actor, Firth virou a sorte a seu favor, ganhando nesta mesma categoria, para a qual Bridges também estava nomeado. "Tenho a sensação que a minha carreira acabou de chegar ao auge", disse Firth, quando recebeu a estatueta dourada.
O filme em que estava nomeado concorria em 12 categorias e a Academia acabou por se curvar quatro vezes perante a história do rei gago (Jorge VI de Inglaterra) que, em termos de prémios cinematográficos, falou alto e bom som para todo o mundo, este ano.

Outra favorita da noite, a actriz Natalie Portman, conseguiu bater a forte concorrência na categoria de melhor actriz. "Isto é de loucos", disse, entre lágrimas, quando recebeu o Óscar em palco.

("PÚBLICO" - 28/02/2011)

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ROSA MOTA

Rosa Maria Correia dos Santos Mota, conhecida apenas por Rosa Mota, (Porto, 29 de Junho de 1958) é uma atleta portuguesa já fora de actividade. Tornou-se conhecida principalmente pelas suas prestações na Maratona, sendo considerada por muitos como uma das melhores corredoras do século XX nessa especialidade. Foi vencedora da Medalha Olímpica Nobre Guedes em 1981.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Entrevista com Rosa Mota

A atleta Rosa Mota visitou a nossa escola no passado dia 8 de Fevereiro para assistir às provas de Mega Sprint.
Os alunos Tito e João do 6ºC realizaram a seguinte entrevista:

- Quando começou a correr?
- Aos 14 anos no corta - mato escolar.

- Em que país ganhou a primeira prova?
- Em Portugal, no Porto, no campeonato regional escolar.

- Qual foi a prova mais difícil em que participou?
- Nos Jogos Olímpicos de 1988, na Coreia do Sul, e a mais importante.

- Em que país gostou mais de correr?
- No Japão, em 1986a 1994.

- Em que escola estudou?
- No Clara de Resende e Garcia da Orta.

- Gosta da nossa escola?
- Sim e gosto muito de vós.

- Competiu durante quanto tempo?
- Competi durante 25 anos, mais ou menos.

- Quanto tempo demorou na maratona?
- 2:23 .

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dia de São Valentim - All we need is love


Alguns poemas de amor foram coclocados nas mesas da biblioteca.



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A Um Amigo

Fiel ao costume antigo,

Trago ao meu jovem amigo

Versos próprios deste dia.

E que de os ver tão singelos,

Tão simples como eu, não ria:

Qualquer os fará mais belos,

Ninguém tão d’alma os faria.



Que sobre a flor de seus anos

Soprem tarde os desenganos;

Que em torno os bafeje amor,

Amor da esposa querida,

Prolongando a doce vida

Fruto que suceda à flor.



Recebe este voto, amigo,

Que eu, fiel ao uso antigo,

Quis trazer-te neste dia

Em poucos versos singelos.

Qualquer os fará mais belos,

Ninguém tão d’alma os faria.



Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'

Bela d'Amor

Pois essa luz cintilante

Que brilha no teu semblante

Donde lhe vem o ‘splendor?

Não sentes no peito a chama

Que aos meus suspiros se inflama

E toda reluz de amor?



Pois a celeste fragrância

Que te sentes exalar,

Pois, dize, a ingénua elegância

Com que te vês ondular

Como se baloiça a flor

Na Primavera em verdor,

Dize, dize: a natureza

Pode dar tal gentileza?

Quem ta deu senão amor?



Vê-te a esse espelho, querida,

Ai!, vê-te por tua vida,

E diz se há no céu estrela,

Diz-me se há no prado flor

Que Deus fizesse tão bela

Como te faz meu amor.



Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'

Quem foi Almeida Garrett?

Filho segundo do selador-mor da Alfândega do Porto, acompanhou a família quando esta se refugiou nos Açores, onde tinha propriedades, fugindo da segunda invasão francesa, realizada pelo exército comandado pelo marechal Soult que entrando em Portugal por Chaves se dirigiu para o Porto, ocupando-o.




Passou a adolescência na ilha Terceira, tendo sido destinado à vida eclesiástica, devendo entrar na Ordem de Cristo, por intercedência do tio paterno, Frei Alexandre da Sagarada Família, bispo de Malaca e depois de Angra.



Em 1816, tendo regressado a Portugal, inscreveu-se na Universidade, na Faculdade de Leis, sendo aí que entrou em contacto com os ideais liberais. Em Coimbra, organiza uma loja maçónica, que será frequentada por alunos da Universidade como Manuel Passos. Em 1818, começa a usar o apelido Almeida Garrett, assim como toda a sua família.



Participa entusiasticamente na revolução de 1820, de que parece ter tido conhecimento atempado, como parece provar a poesia As férias, escrita em 1819. Enquanto dirigente estudantil e orador defende o vintismo com ardor escrevendo um Hino Patriótico recitado no Teatro de São João. Em 1821, funda a Sociedade dos Jardineiros, e volta aos Açores numa viagem de possível motivação maçónica. De regresso ao Continente, estabelece-se em Lisboa, onde continua a publicar escritos patrióticos. Concluindo a Licenciatura em Novembro deste ano.



Em Coimbra publica o poema libertino O Retrato de Vénus, que lhe vale ser acusado de materialista e ateu, assim como de «abuso da liberdade de imprensa», de que será absolvido em 1822. Torna-se secretário particular de Silva Carvalho, secretário de estado dos Negócios do Reino, ingressando em Agosto na respectiva secretaria, com o lugar de chefe de repartição da instrução pública. No fim do ano, em 11 de Novembro, casa com Luísa Midosi.



A Vilafrancada, o golpe militar de D. Miguel que, em 1823, acaba com a primeira experiência liberal em Portugal, leva-o para o exílio. Estabelece-se em Março de 1824 no Havre, cidade portuária francesa na foz do Sena, mas em Dezembro está desempregado, o que o leva a ir viver para Paris. Não lhe sendo permitido o regresso a Portugal, volta ao seu antigo emprego no Havre. Em 1826 está de volta a Paris, para ir trabalhar na livraria Aillaud. A mulher regressa a Portugal.



É amnistiado após a morte de D. João VI, regressando com os últimos emigrados, após a outorga da Carta Constitucional, reocupando em Agosto o seu lugar na Secretaria de Estado. Em Outubro começa a editar «O Português, diário político, literário e comercial», sendo preso em finais do ano seguinte. Libertado, volta ao exílio em Junho de 1828, devido ao restabelecimento do regime absoluto por D. Miguel. De 1828 a Dezembro de 1831 vive em Inglaterra, indo depois para França, onde se integra num batalhão de caçadores, e mais tarde, em 1832, para os Açores integrado na expedição comandada por D. Pedro IV. Nos Açores transfere-se para o corpo académico, sendo mais tarde chamado, por Mouzinho da Silveira, para a Secretaria de Estado do Reino.



Participa na expedição liberal que desembarca no Mindelo e ocupa o Porto em Julho de 1832. No Porto, é reintegrado como oficial na secretaria de estado do Reino, acumulando com o trabalho na comissão encarregada do projecto de criação do Códigos Criminal e Comercial. Em Novembro parte com Palmela para uma missão a várias cortes europeias, mas a missão é dissolvida em Janeiro e Almeida Garrett vence abandonado em Inglaterra, indo para Paris onde se encontra com a mulher. Só com a ocupação de Lisboa em Julho de 1833, consegue apoio para o seu regresso, que acontece em Outubro. Em Novembro é nomeado secretário da comissão de reforma geral dos estudos. Em Fevereiro do ano seguinte é nomeado cônsul-geral e encarregado de negócios na Bélgica, onde chega em Junho, mas é de novo abandonado pelo governo. Regressa a Portugal em princípios de 1835, regressando ao seu posto em Maio. Estava em Paris, em tratamento, quando foi substituído sem aviso prévio na embaixada belga. Nomeado embaixador na Dinamarca, é demitido antes mesmo de abandonar a Bélgica.



Estes sucessivos abandonos por parte dos governos cartistas, levam-no a envolver-se com o Setembrismo, dando assim origem à sua carreira parlamentar. Logo em 28 de Setembro de 1836 é incumbido de apresentar uma proposta para o teatro nacional, o que faz propondo a organização de uma Inspecção-Geral dos Teatros, a edificação do Teatro D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática. Os anos de 1837 e 1838, são preenchidos nas discussões políticas que levarão à aprovação da Constituição de 1838, e na renovação do teatro nacional.



Em 20 de Dezembro é nomeado cronista-mor do Reino, organizando logo no princípio de 1839 um curso de leituras públicas de História. No ano seguinte o curso versa a «história política, literária e científica de Portugal no século XVI».



Em 15 de Julho de 1841 ataca violentamente o ministro António José d'Ávila, num discurso a propósito da Lei da Décima, o que implica a sua passagem para a oposição, e o leva à demissão de todos os seus cargos públicos. Em 1842, opõem-se à restauração da Carta proclamada no Porto por Costa Cabral. Eleito deputado nas eleições para a nova Câmara dos Deputados cartista, recusa qualquer nomeação para as comissões parlamentares, como toda a esquerda parlamentar. No ano seguinte ataca violentamente o governo cabralista, que compara ao absolutista.



É neste ano de 1843 que começou a publicar, na Revista Universal Lisbonense, as Viagens na Minha Terra, descrevendo a viagem ao vale de Santarém começada em 17 de Julho. Anteriormente, em 6 de Maio, tinha lido no Conservatório Nacional uma memória em que apresentou a peça de teatro Frei Luís de Sousa, fazendo a primeira leitura do drama.



Continuando a sua oposição ao Cabralismo, participa na Associação Eleitoral, dirigida por Sá da Bandeira, assim como nas eleições de 1845, onde foi um dos 15 membros da minoria da oposição na nova Câmara. Em 17 de Janeiro de 1846, proferiu um discurso em que considerava a minoria como representante da «grande nação dos oprimidos», pedido em 7 de Maio a demissão do governo, e em Junho a convocação de novas Cortes.



Com o despoletar da revolução da Maria da Fonte, e da Guerra Civil da Patuleia, Almeida Garrett que apoia o movimento, tem que passar a andar escondido, reaparecendo em Junho, com a assinatura da Convenção do Gramido.



Com a vitória cartista e o regresso de Costa Cabral ao governo, Almeida Garrett é afastado da vida política, até 1852. Em 1849, passa uma breve temporada em casa de Alexandre Herculano, na Ajuda. Em 1850, subscreve com mais de 50 outras personalidades um Protesto contra a Proposta sobre a Liberdade de Imprensa, mais conhecida por «lei das rolhas». Costa Cabral nomeia-o, em Dezembro, para a comissão do monumento a D. Pedro IV



Com o fim do Cabralismo e o começo da Regeneração, em 1851, Almeida Garrett é consagrado oficialmente. É nomeado sucessivamente para a redacção das instruções ao projecto da lei eleitoral, como plenipotenciário nas negociações com a Santa Sé, para a comissão de reforma da Academia das Ciências, vogal na comissão das bases da lei eleitoral, e na comissão de reorganização dos serviços públicos, para além de vogal do Conselho Ultramarino, e de estar encarregado da redacção do que irá ser o Acto Adicional à Carta. Em 25 de Junho é agraciado com o título de Visconde, em duas vidas.


Em 1852 é eleito novamente deputado, e de 4 a 17 de Agosto será ministro dos Negócios Estrangeiros. A sua última intervenção no Parlamento será em Março de 1854 em ataca o governo na pessoa de Rodrigo de Fonseca Magalhães.


Morre devido a um cancro de origem hepática, tendo sido sepultado no Cemitério dos Prazeres.
Fontes:
  • "Leituras - Revista da Bibilioteca Nacional", n.º 4, Primavera de 1999 (número consagrado a Almeida Garrett, e integrado nas comemorações do Bicentenário do seu nascimento);

  • António José Saraiva e Óscar Lopes. "História da Literatura Portuguesa," Porto, Porto Editora, 1975.
http://www.arqnet.pt/portal/biografias/garrett.html










Almeida Garrett

No dia 4 de Fevereiro de 1799 nasceu no Porto o escritor Almeida Garrett.

Nova Aquisição - Dicionário de Símbolos

Dicionário de Símbolos de Jean Chevalier
"Seria pouco dizer que vivemos num mundo de símbolos: um mundo de símbolos vive em nós. Da psicanálise à antropologia, da crítica de arte à publicidade e à propaganda ideolágica ou política, ciências, artes e técnicas tentam, cada vez mais, atualmente, decifrar a linguagem dos simbolos, não só para ampliar o campo do conhecimento e aprofundar a comunicação, como também para domar uma energia de um tipo especial, subjacente aos nossos atos, reflexos, tendências e repulsões, das quais apenas começamos a vislumbrar o extraordinário poder. Anos de reflexão e de estudos comparativos sobre um conjunto de informações reunidas por uma equipe de pesquisadores, abrangendo áreas culturais através do desenrolar da história e da extensão do povoamento humano, levaram os autores a demonstrar o caráter profundo da linguagem simbólica, tal como ela se subdivide nas camadas ocultas da nossa mente. Todos sentirão a importância deste Dicionário. Mais de 1600 artigos, entrelaçados por comparações e remissiva, muitas vezes reestruturados após longa maturação, permitem o desvendar do símbolo melhor do que a razão por seus próprios meios. Este conjunto único abre as portas do imaginário, induz o leitor a refletir sobre os símbolos, assim como Bachelard convidava a sonhar sobre os sonhos, a fim de descobrir o sabor e o significado de uma realidade vibrante. "

Uma Faceta Menos Divulgada

O Gosto pelo Montanhismo - (um texto elaborado pelo 6ºB)

"   O termo 'montanhismo' é aplicado para designar a actividade que consiste em subir montanhas através de caminhadas ou escaladas. O berço do montanhismo, como é conhecido actualmente, é a cordilheira dos Alpes que está situada no continente europeu e atrai milhares de pessoas todos os anos.
   O mais antigo praticante conhecido, em Portugal, é o professor Gomes Teixeira. Foi um entusiástico praticante da modalidade, a partir de 1879, percorrendo os Alpes, escalando o Vertúvio, Feldesberg, Jura, Pirinéus e Dolmitas.
   A experiência vivida nas inúmeras escaladas das montanhas mais difíceis traduziu-as no seu livro 'Santuário de Montanha: Impressões de Viagens' (1926); foi a primeira obra publicada em Portugal sobre Montanhismo, onde relatava as suas aventuras por estas paragens, e onde se lia que 'a montanha dá saúde à alma (...); dá instrução ao espírito, com a variedade de formas que a Natureza apresenta a diversas altitudes; dá saúde ao corpo, com a pureza e frescura do ar, com os movimentos a que obriga (...), fazendo grandes ou pequenas ascensões, percorrendo (...) grandes ou pequenas distâncias'.
   Este professor da Universidade do Porto pertenceu ao Grupo Excursionista Ar Livre (GEAL) e à Tribo Alpina Campista (TAC), fundados no Porto em 1932 e 1937, respectivamente, e considerados os primeiros grupos organizados dedicados a actividades de marcha, escalada e campismo.
   Poderíamos chamar Professor Gomes Teixeira de Ideal Montanheiro."

Dia do Patrono

No passado dia 28 de Janeiro comemorou-se na escola o Dia do nosso Patrono, Francisco Gomes Teixeira. Uma das iniciativas foi uma performance do 2ºciclo organizada pelo grupo de EVT.